Grandes empresas falam muito e fazem pouco na hora de estabelecer mecanismos de controle e combate à corrupção. A avaliação é da organização Transparência Internacional, que lançou relatório nesta segunda-feira (11) classificando instituições privadas de países emergentes.

Numa escala de zero a dez, a média de desempenho ficou em 3,4 pontos, na análise de cem empresas em 15 nações.

A consultora da ONG no Brasil, Nicole Zerillo, afirmou que as corporações já fazem a divulgação de alguns índices, mas é hora de agir efetivamente: "fazer a divulgação de todas essas informações deixa claro essa mensagem e permite que a sociedade, clientes e Governo consiga fiscalizar com mais transparência. É a hora das ações falarem mais alto que as palavras". 

Mesmo assim, a Transparência Internacional apontou que houve evolução geral das empresas em relação ao último levantamento, de 2013.

A presidente da Comissão de Compliance do Instituto dos Advogados de São Paulo, Carla Benedetti, afirmou ao repórter Tiago Muniz que investimento devem ser feitos: "empresário acaba se movimentando quando sente alguma pressão, de ordem judicial, criminal e de imagem. Enquanto isso não acontece, ele tende a se acomodar naquela situação porque um trabalho de compliance existe".

Doze empresas brasileiras foram avaliadas e tiveram nota média de 3,5, sendo que apenas uma teve nota acima de cinco pontos. A melhor classificada foi a Embraer, com 6 pontos, e a pior foi a Coteminas, com 1,1 ponto.

http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/empresas-precisam-investir-no-combate-corrupcao-defende-especialista.html