Pela omissão, não peco; podia pecar menos pela ação, diz Moraes

Publicado em 30/09/2016 às 19h05

FONTE: G1

 

30/09/2016 16h45 - Atualizado em 30/09/2016 19h00

Ministro que antecipou Lava Jato diz pecar por ação, mas não por omissão

Ele discursou em evento com advogados, mas não citou Lava Jato.
Ministro da Justiça disse nunca ter agido 'na burocracia, na rotina'. 

Gabriela Gonçalves
Do G1 São Paulo
 

Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, participa de evento com advogados em São Paulo (Foto: Gabriela Gonçalves/G1)
Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, participa de evento com advogados em São Paulo (Foto: Gabriela Gonçalves/G1)


O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta-feira (30) durante evento em São Paulo que não peca "por omissão", mas que podia "pecar um pouquinho menos por ação". A declaração do ministro foi dada após ele ser anunciado para falar no palco e ser elogiado por, segundo apresentador integrante do cerimonial do evento, não se omitir nunca.

No domingo (25), em encontro com representantes do Movimento Brasil Livre (MBL), em Ribeirão Preto (SP), cidade administrada pelo ex-ministro Antonio Palocci em dois mandatos, Moraes sugeriu que nesta semana haveria nova fase da Lava Jato. Na segunda, a Polícia Federal deflagrou a 35ª fase da operação e prendeu o ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda Antonio Palocci, do PT, sob suspeita de favorecer a Odebrecht durante os governos petistas.

Na avaliação dos parlamentares que fazem oposição ao governo do presidente Michel Temer, o ministro da Justiça antecipou a operação. Durante sua fala nesta sexta-feira, Moraes não fez referência ao caso. "Pela omissão eu não peco. Podia pecar um pouquinho menos pela ação às vezes", declarou ao iniciar seu discurso em almoço no Instituto dos Advogados de São Paulo.

Em entrevista coletiva, após discursar, o ministro foi perguntado sobre a que se referia quando disse que não peca por omissão. Ele respondeu que nunca agiu "só na rotina, na burocracia" em sua carreira pública.

"Acho que um gestor público tem que fazer exatamente isso. Se você tem – como eu tive, graças a Deus, na minha vida – oportunidade de  exercer vários cargos, você não pode simplesmente agir burocraticamente. Você tem que agir de forma proativa, não só reativa", afirmou.

Corrupção
No evento, Alexandre de Moraes também comentou a necessidade de combater a corrupção “Obviamente, não foi o Brasil que inventou a corrupção, e não é só no Brasil que existe corrupção, mas que o Brasil exagera, exagera. O Brasil quer ser medalha de ouro para poder roubar a medalha de ouro depois”, afirmou o ministro, que completou dizendo que o dinheiro desviado causa mortes.

"Esse dinheiro era para saneamento básico, esse dinheiro era para a saúde, esse dinheiro era para segurança pública. O desvio desse dinheiro acarreta na carência de recursos da administração pública. Então, há necessidade de aperfeiçoamento legislativo.”

Atentado em Goiás
O ministro também comentou o atentado em Itumbiara (GO) que resultou na morte do candidato José Gomes da Rocha (PTB), de 58 anos, conhecido como Zé Gomes, e o cabo da PM Vanilson João Pereira, de 36 anos, durante carreata. Moraes disse que tudo leva a crer que "não foi um crime eleitoral, foi um crime passional”.

“Nós estamos acompanhando. Lá em Itumbiara, por determinação minha, ficaram três delegados e quatro equipes ficaram com 16 policiais. Em torno de 20 membros da Polícia Federal vão ficar até as eleições. Vão ficar agora até domingo. Se surgir alguma questão que ligue a eleitoral, nós vamos assumir o caso, como determina a lei.”

Também foi ferido no atentado o vice-governador de Goiás, José Eliton (PSDB) que foi baleado na região do abdômen durante a carreata. Um atirador atingiu quatro pessoas e foi morto por seguranças do governo.

Segurança
No mesmo evento, o ministro comentou sobre o problema que o país tem enfrentado na segurança. “Nós tivemos uma mudança no perfil de criminalidade. E, lamentavelmente, uma mudança para pior, uma violência maior, uma violência, agressividade maior”, comentou Moraes que atribuiu esta mudança ao fácil acesso que a população tem tido às armas e drogas.

“O crack é uma droga altamente excitante para a criminalidade, torna a pessoa violenta, altamente viciante, com um preço que democratizou a sua utilização e isso gerou uma violência maior. Uma violência geral.”

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/09/pela-omissao-nao-peco-podia-pecar-menos-pela-acao-diz-moraes.html

voltar para Notícias

left show fwR tsN bsd b02s|left tsN show fwB bsd b02s|left show tsN fwB normalcase|bnull||image-wrap|news fwB fwR normalcase tsN|fwR normalcase tsN fsN|b01 c05 bsd|login news fwR normalcase tsN|fwR normalcase tsN c15 bsd b01|normalcase tsN|content-inner||