Sampaio Ferraz aposta em expansão

Publicado em 31/10/2016 às 16h22

FONTE: DCI

Sampaio Ferraz aposta em expansão

Escritório especializado em direito administrativo ganha reforços vindos do Motta, Fernandes Rocha para a área de societário e quer ser referência para empresas

Os antigos e os novos sócios do Sampaio Ferraz, uma butique de soluções no direito administrativo 
Foto: Divulgação

São Paulo - Aumentar os braços de atuação do escritório sem perder de vista o seu DNA de butique especializada e de elevada expertise. Esse é o desafio do Sampaio Ferraz Advogados, que recebeu quatro novos sócios egressos da banca Motta, Fernandes Rocha.

Fundado pelo famoso professor de Filosofia do Direito da Universidade de São Paulo (USP), Tércio Sampaio Ferraz Júnior, ao lado de Juliano Maranhão e Thiago Brito, o escritório se especializou desde 2008 em direito administrativo, regulatório e práticas antitruste. Com a chegada de Luís Wielewicki, Bruno Furiati, Beatriz Trovo Pontes de Miranda e Rodrigo Maia, as áreas de atuação incluirão também direito societário e fusões e aquisições, mercado de capitais, direito bancário e project financing.

"A ideia da nossa vinda para cá era criar sinergia com as áreas que já existiam antes", afirma o especialista em Direito Societário e Mercado Financeiro, e um dos sócios que vieram do outro escritório, Bruno Furiati.

Também trazido do Motta, Fernandes Rocha, o sócio Luis Wielewicki, especializado em Infraestrutura e Compliance, explica que os segmentos em que ele trabalhava antes de entrar para a nova banca tinham fortes relações com os setores nos quais o Sampaio Ferraz se destacou em seus oito anos de história. "Temos uma prática de fusões e aquisições muito forte e eles trabalham com casos envolvendo as autoridades concorrenciais. Nós temos uma história sólida em infraestrutura e eles assessoram empresas em termos de agências reguladoras e licitações. Então está tudo bastante conectado entre o nosso trabalho anterior e o atual."

Sobre perspectivas para o futuro, eles apontam o programa de concessões de infraestrutura anunciado pelo governo Temer como uma boa oportunidade de negócios. Segundo Wielewicki, advogados de negócios são acionados tanto em tempos de crise quanto em tempos de bonança, mas será uma boa mudança trabalhar menos em reestruturação de dívidas e mais na criação de crescimento. "Não necessariamente a crise implica em ausência de oportunidades, mas a natureza do trabalho muda. Achamos que o ciclo de crise está acabando e isso transformará a nossa atuação", avalia.

Ambos os sócios lembram que a reestruturação no Sampaio Ferraz não está limitada às alterações societárias. De acordo com eles, houve uma mudança no plano de carreira, na identidade visual e nas práticas, que agora envolvem uma integração maior entre os advogados. "É mais moderno. Somos jovens, adotando posições de vanguarda, mas mantendo essa solidez acadêmica que marcou a atuação do escritório", afirma Wielewicki. Tudo isso, segundo ele, com o objetivo de garantir a longevidade do grupo de advocacia.

Foi justamente essa solidez acadêmica que pesou para Wielewicki decidir migrar para o novo escritório. De acordo com o advogado, era uma oportunidade de trabalhar com Tércio Sampaio Ferraz, a quem chama de "maior jurista brasileiro vivo". "Ele é o autor dos principais livros de formação jurídica no País até hoje. No primeiro ano da faculdade, o estudante aprende Direito com os livros dele", afirma.

Profissionalismo informal

Apesar dos ternos e gravatas que ilustram essa página, os sócios garantem que gostam de manter uma certa informalidade no dia a dia do Sampaio Ferraz. Não que isso seja um princípio em si mesmo, explica Wielewicki, porém, ele diz ver muitos advogados que vestem as roupas sociais como se fossem armaduras.

"Não podemos deixar de usar terno e gravata em audiências, por exemplo, mas lutamos para que a formalidade não seja um empecilho para a prestação do serviço. É comum um advogado se arvorar num terno e numa linguagem rebuscada para, eventualmente, esconder suas inseguranças e deficiências técnicas. Às vezes, ele não consegue se comunicar de maneira direta e eu enalteço a objetividade", garante o sócio da banca.

Para ele, o que importa é o rigor técnico e no tratamento ao cliente, e não o rigor na forma como os advogados agem e se vestem. "Queremos um envolvimento pessoal em que o cliente seja bem tratado. Ele não pode ser atendido pelo sócio no começo do relacionamento e acabar conversando só com o estagiário depois de fechado o contrato."

Ricardo Bomfim

http://www.dci.com.br/legislacao-e-tributos/sampaio-ferraz-aposta-em-expansao--id584349.html#impresso-953863

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