Usiminas confirma Sergio Leite como novo presidente

Publicado em 26/05/2016 às 13h09

FONTE: O ESTADO DE S. PAULO

Usiminas confirma Sergio Leite como novo presidente

Atual vice-presidente da siderúrgica vai substituir Rômel de Souza, que ocupava o cargo desde o afastamento de Eguren

Fernanda Guimarães

O atual vice-presidente comercial da Usiminas, Sergio Leite, foi eleito ontem presidente executivo da siderúrgica mineira. O executivo vai substituir Rôme ld e Souza, que ocupava o cargo desde o afastamento de Julián Eguren – retirado da função em 2014, quando eclodiu a briga societária entre Ternium e Nippon Steel, acionistas controladoras da Usiminas.

Graduado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal do RiodeJaneiro e mestre em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal de Minas Gerais, Leite está na Usiminas há 40 anos. Em seu lugar, como diretor vice-presidente Comercial, ficará Ascanio Merrighi de Figueiredo Silva, da Soluções Usiminas.

De acordo com fontes próximas à siderúrgica ouvidas pela Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o placar da votação na reunião do Conselho de Administração ocorrida ontem em São Paulo foi de seis a três. Votaram a favor da troca da presidência os três conselheiros indicados pela Ternium, o do BTG, o indicado pela Previdência Usiminas e o dos Trabalhadores. Os votos contrários foram os dos conselheiros indicados pela Nippon, que já havia sinalizado que não seria favorável à troca.

Os dois conselheiros indicados pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gesner Oliveira e Ricardo Weiss ,que participaram ontem de sua primeira reunião do Conselho, após decisão judicial, se abstiveram.

Depois de idas e vindas na Jus segunda instância, o desembargador Kassio Marques assegurou a “imediata, regular e irrestrita retomada da participação dos Conselheiros independentes nas reuniões do Conselho”, afirmou o documento.

Disputa. Eleitos em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em abril, os conselheiros puderam ser indicados pela CSN, após flexibilização de decisão proferida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012 .No entanto, Usiminas e seus dois controladores, Ternium e Nippon Steel, tentavam desde então suspender a eleição de ambos, sob a justificativa de que esse aval do órgão antitruste ia contra o direito de concorrência.

O Conselho da Usiminas tentava se reunir há mais de quinze dias, mas decisões judiciais vinham impedindo a realização do encontro. Uma juíza em Brasília, ao analisar pedido da Ternium e depois da Usiminas, suspendeu a realização da reunião, até que o mérito do caso fosse analisado. Na terça-feira, no entanto, uma decisão, ainda na Justiça de Brasília, na segunda instância, liberou a realização da reunião, mas havia vetado a presença de Oliveira e Weiss, o que caiu ontem.

“Ganharam a Usiminas, todos seus acionistas e o mercado, maior transparência e monitoramento são indispensáveis para companhias e mercados saudáveis”, destacou o advogado da CSN, Walfrido Warde. “A legalidade e a transparência venceram uma dura batalha”, complementa Ernesto Tzirulnik, também advogado da siderúrgica de Volta Redonda.

Estrago. Protagonista de uma das maiores brigas societárias do País, a Usiminas luta para se recuperar. A empresa enfrenta, além da recessão severa do País, a concorrência das importações e uma dívida crescente. Com cerca de 25 mil empregados, a companhia fechou uma fábrica em Cubatão no fim de 2015.

Após ver o caixa se esvair nos últimos tempos, a siderúrgica está no meio de um aumento de capital de R$ 1 bilhão para garantir a melhoria na estrutura financeira de mais curto prazo da empresa.

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