Especialista critica obrigatoriedade de impressão de voto

Publicado em 04/12/2017 às 11h21

Embora a legislação exija que a partir de 2018 os votos eletrônicos emitam comprovantes impressos, o Tribunal Superior Eleitoral definiu que apenas cerca de 5% de todas as urnas eletrônicas estarão preparadas para a mudança. 

Para o advogado Cristiano Vilela, membro da Comissão de Direito Eleitoral do Instituto dos Advogados de São Paulo e sócio do escritório Vilela, Silva Gomes & Miranda Advogados, a impressão do voto é um retrocesso para o Brasil. “Trata-se de uma desmedida ampliação de gastos públicos e a efetivação de medida que assume a desconfiança em relação ao sistema eletrônico”, destaca. 

Para o especialista, embora haja por parte de eleitores e alguns políticos críticas quanto a possibilidade de os votos eletrônicos serem burlados, nunca houve elementos concretos que deem força a essa desconfiança que, para ele, em geral partem dos perdedores de cada pleito. 

“O que se pode dizer é que esses mais de 20 anos de presença da urna eletrônica nas votações, apenas serviram para demonstrar efetivamente que se trata de instrumento sério e fidedigno, capaz de facilitar o processo eleitoral especialmente no momento da apuração dos votos. Trata-se de uma forma de votação moderna e reconhecida internacionalmente. A obrigatoriedade de impressão do voto dará sinais contraditórios quanto a sua confiabilidade”, ressalta Vilela.

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