IASP faz ato de desagravo a Mariz de Oliveira

Publicado em 27/09/2017 às 19h01

O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) promoveu na noite desta quarta-feira (27/9) um ato de desagravo ao criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira. O desagravo aconteceu durante a reunião mensal do conselho do Instituto. 

Acusado pelo doleiro Lúcio Funaro de ter alertado o presidente Michel Temer de sua delação, Mariz negou a acusação do ex-cliente e se disse alvo de uma perseguição. “Fui vítima de aleivosias”, afirmou. 

O presidente do IASP, José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, fez uma saudação a Mariz e disse que o ato de desagravo era também à Advocacia. “O que estamos assistindo de forma vergonhosa e covarde é um verdadeiro ataque à democracia. Não se pode confundir o advogado com seu cliente. O combate à corrupção é feito não só pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, mas com direito sagrado de as pessoas se defenderem. As pessoas têm direito a um processo justo”, discursou. 

“O que foi feito contra o Dr. Mariz de Oliveira é uma estratégia clara de ataque. As instituições têm sido sequestradas por algumas pessoas para atingir a objetivos que não interessam ao País. Hoje é o dia em que vamos dar um basta à essa situação. A Advocacia não pode se calar num momento em que a presunção de inocência é jogada no lixo. O Dr. Mariz teve sua história e idoneidade colocados em xeque por uma pessoa que é um bandido. O Dr. Mariz é um ícone da Advocacia. E cada um de nós tem a obrigação de esclarecer que o advogado é fundamental e indispensável à administração da Justiça”, completou o presidente do IASP. 

Em seu discurso, Mariz agradeceu o apoio que tem recebido de entidades como o IASP e a OAB-SP (que também aprovou um ato de desagravo) e fez críticas à forma como a imprensa tem agido. “Lutamos muito para que a imprensa tivesse assegurada sua liberdade de expressão. Mas agora ela está usando levianamente essa liberdade quando não reconhece os direitos de outrem e, com isso, vem adotando uma conduta deletéria. Esse viés negativo da imprensa se faz muito claro quando trata o advogado como uma espécie de coautor, de extensão do seu cliente. É preciso que haja reação”, disse. 

Mariz disse ter sido vítima de seu ex-cliente (Lúcio Funaro). “Deixei de trabalhar para ele porque não seguiu minha orientação. E isso foi antes de eu passar a defender o presidente Temer. Aliás, quando esse ex-cliente foi preso eu não era mais seu advogado”, destacou. 

“Parece que estamos vivendo em uma era de ruptura social, de ruptura de valores. Uma era em que o Poder Judiciário se curva ante o Ministério Público, em que a nossa maior instância judiciária não está atuando como guardiã da Constituição. A timidez toma conta do Poder Judiciário. Precisamos estar unidos para que nossos filhos e netos possam viver no país que sonhamos”, ressaltou Mariz.

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